domingo, 5 de abril de 2009

Da rua para o museu



Mais uma vez venho falar de Shepard Fairey, por ser um artista que me cativa bastante devido à mistura de street art, na qual uma imagem poderosa complementa um tema com uma mensagem filosófica e social, muitas vezes utilizando o modo imperativo e sarcastico, e uma estética muito gráfica.



Durante anos foi um artista cujo trabalho era visto principalmente nas ruas, mas agora tem a sua primeira exposição retrospectiva, no museu do Instituto de Arte Contemporânea em Boston.
Penso que este interesse por Fairey por parte de museus e comunicação social não pode estar dissociado do seu trabalho mais famoso o poster de Obama/Hope.

Apresento-vos aqui alguns trabalhos deste artista



"Obey Tupac" (2004)



"Obey Revolution Girl" (2005)

Fairey incorporou motivos e composições gráficas do Constructivismo russo Alexander Rodchenko, propaganda comunista chinesa, Realismo Social Americano, padrões islâmicos e selos postais de estilo neoclássico.



"Obey Andy Warhol" (2004)

Tem influências a partir da Pop Art de Andy Warhol, visto aqui num retrato.



"Obey Middle East Mural" (2009)

Entre as suas mais convincentes obras à que destacar aquelas que giram em torno de mulheres armadas e crianças de países do terceiro mundo com flores nos canos das suas armas.



"Obey Angela Davis" (2005)

A fantasia que tem animado a carreira de Fairey é a do artista anónimo que intervem na vida pública como um terrorista benigno, complacência coletiva inquietante e um inspirador pensamento de perceptiva crítica sobre a forma como o mundo funciona.



"Two Sides of Capitalism: Bad" (2007)

O seu método tem sido a de colar imagens e palavras para agarrar atenção, mas depois, ao contrário da publicidade e propaganda, fazendo passar mensagens ambiguas e contraditórias vagamente ameaçadoras.



"Mujer Fatal" (2008)



"Guns and Roses Stencil" (2007)

O trabalho de Fairey, como todos já sabem, tem sido mais artistico do que um conjunto de ilustrações inofensivas.

Fonte: nytimes
Leia também um artigo sobre o artista aqui no new york times

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